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BIKE + ÔNIBUS: vamos integrar?

Conheça os benefícios da intermodalidade visando uma mobilidade urbana mais inteligente e sustentável.

Por Gabriel Coelho e Márcio Rios

    Publicado em 23/08/16   

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Mobilidade urbana refere-se aos fatores que influenciam no deslocamento da população em um espaço geográfico definido pelas cidades. Esse termo é empregado para relatar o trânsito de veículos e também de pedestres. O trânsito pode ocorrer através do transporte individual (carros, motos, bicicletas) ou coletivo (ônibus, metrôs, etc.). Pode-se ainda classificar os modais de transporte nas seguintes categorias: modais ativos, aqueles que necessitam de esforço humano para o deslocamento (bicicletas, skates, a pé, etc.); e modais passivos, aqueles que não dependem de esforço humano para deslocamento, que funcionam com motores de combustão, propulsão, elétricos, etc.

Com a crise da mobilidade urbana e a desvalorização dos espaços urbanos com a preferência pelo automóvel, as cidades estão tendo que lidar com grandes problemas de poluição, constrição das vias urbanas e baixa qualidade de vida. Um dos grandes objetivos a serem alcançados é a interação harmônica entre os diferentes tipos de modais de transporte existentes. O tema da complementação de modais é debatido no mundo afora, inclusive no Brasil.

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Umas dessas interações é a da bicicleta com os transportes de massa, como ônibus e metrôs, permitindo que consigam alcançar lugares de difícil acesso. Até o momento, pode-se observar dois tipos de disposição do transporte de bicicletas nos ônibus. A primeira remete aos bike racks, estruturas de reboque frontal ou traseiro que permitem o acoplamento das bicicletas pelas rodas ou quadro. E a segunda é a disposição interna por meio de suportes. Geralmente, a responsabilidade pela colocação da bike nos dois tipos de suportes é do ciclista, mas a liberação é do motorista do ônibus.

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A empresa SPTran constatou que, durante a fase de testes na cidade de São Paulo, o tempo para o acoplamento da bicicleta e embarque do ciclista é de aproximadamente 1 minuto. Entretanto, esta paralisou a fase de testes quando foi anunciada a Resolução nº 349 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, onde estabelece no art. 8º que a bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.

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Vários parâmetros são observados na fase de planejamento para a implementação desses sistemas, como:

– Segurança do pedestre;
– Taxa de utilização do sistema de transporte público;
– Taxa de utilização de bicicletas como meio de transporte;
– Melhoria na equidade social;
– Apoio da comunidade;
– Tempo de acoplamento da bicicleta.

Diante dos benefícios apresentados, destaca-se que a integração entre os modais deve ser uma prioridade nos planejamentos de mobilidade dos grandes centros urbanos.

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