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Integrar e Compartilhar – os verbos do futuro

Moradias, carros, bicicletas, ambientes de trabalho e conhecimento.

Já pensou em compartilhar tudo isso com o mundo?

Por Gabriel Coelho e Márcio Rios

Segundo a ONU, mais da metade da população mundial vive nas grandes cidades. Vários desafios devem surgir dentro deste cenário de adensamento urbano. Desta forma, aderir ao sistema de compartilhamento de bens e serviços vai se tornar cada vez mais frequente.

A mobilidade urbana é um destes desafios e várias são as soluções que estão sendo apresentadas. A bicicleta como transporte público e compartilhado é uma excelente solução. Atualmente, mais de 400 cidades ao redor do mundo já incluíram esse sistema no seu plano de mobilidade, reconhecendo os benefícios que a implementação trouxe.

Em Fortaleza, o sistema de bicicletas públicas compartilhadas, chamado de Bicicletar, está em funcionamento desde 2014, e já conta com 62 estações e 757.044 viagens realizadas. Com esses números, Fortaleza passa a ser capital brasileira com o maior número de usos do sistema de bicicletas compartilhadas do país. Denominado SCB (Sistema de Bicicleta Compartilhada) de quarta geração, esse sistema prevê a utilização de um cartão conectado aos outros modais de transporte público, aumentando a eficácia da rede de transporte local. Um dos fatores que viabilizaram o crescimento desse modal é a integração de Tecnologias de Informação aos modelos de gerenciamento dos sistemas, o que contribui também para melhorar o sistema segurança e controle.

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Outro exemplo que podemos ter de compartilhamento de bens quanto à questão da mobilidade urbana é o sistema de carros compartilhados. Ainda utilizando Fortaleza como modelo, serão implantadas 10 estações, com 15 carros cada, até o final de abril de 2016. Os carros serão elétricos e terão uma tabela com preços de aluguel de acordo com a duração da viagem. Existem aplicativos brasileiros como o Fleety que já facilitam a interação entre o dono do veículo e usuário potencial. Entretanto a abrangência do aplicativo ainda está localizada nas regiões sul e sudeste do país. Nele, os proprietários dos veículos colocam seus carros à disposição e com um preço por cada hora de aluguel.

Na Alemanha esse sistema é bastante comum, e o valor de cada minuto custa aproximadamente 28 centavos. Os clientes pagam uma taxa de inscrição e recebem um chip eletrônico por correio. Através de um aplicativo de smartphone, eles podem descobrir onde o veículo mais próximo está localizado. Quando terminam de usar, eles estacionam o veículo e parte para o seu próximo destino. É um serviço simples e funciona! No final de 2011, a Alemanha tinha cerca de 260 mil inscritos nesses programas; no início de 2013, já haviam mais de 450 mil inscritos. Este modelo deixa em alerta as companhias de carros, que já começam a investir em novos formatos de negócios.

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Devido ao crescimento da população nos centros urbanos, outras dificuldades vão surgindo, como encontrar um lugar para morar próximo ao trabalho.  Uma solução para esse problema é o compartilhamento de moradia. Esta estratégia também é muito utilizada por turistas que preferem economizar na hospedagem, além de desfrutar de ambientes confortáveis e sem ter que pagar valores elevados em hotéis. Esse sistema já é muito explorado por jovens, adultos e universitários em países da Europa e Oceania. O princípio básico é dividir a casa em cômodos individuais e outros comuns, em que todos os moradores podem utilizar. Comumente chamados de flatmates, as pessoas que compartilham uma habitação são responsáveis pela sua limpeza e manutenção. Aplicativos como o Airbnb estão facilitando a procura por casas para temporadas e outras ocasiões. Nele é possível alugar quartos em casas de família de diversos países, por tempo determinado e com várias faixas de preço.

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Com o surgimento dos novos modelos de negócios, a necessidade de um espaço físico para determinados tipos de serviço também estão sendo extintos e dando espaço a uma ideia de que vem crescendo cada vez mais nas grandes cidades, o coworking. Esse tipo de ambiente é mais procurado por pequenas empresas, profissionais freelancers e autônomos, já que não necessitam de uma estrutura empresarial completa para a realização dos trabalhos. Os grandes benefícios desse sistema de coworking é o forte networking que existe nos ambientes com profissionais de diversas áreas, além da disponibilidade de estrutura para o atendimento de clientes. Todos os escritórios compartilhados possuem também um sistema que facilita o recebimento de ligações telefônicas por secretárias e caixa postal flexível.

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Ainda com a ideia de compartilhamento de serviços e bens, várias universidades e instituições do mundo inteiro estão aderindo à ideia do compartilhamento de conhecimento. Desde cursos de curta duração a especializações, as aulas são colocadas gratuitamente em plataformas online, que podem ser da própria universidade ou de empresas como o Coursera, edX, dentre outros. Existem cursos de diversas áreas de conhecimento, e a maioria deles não necessitam de pré-requisitos, entretanto, a grande parte das aulas só é disponibilizada na língua inglesa.

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A integração da comunidade já está em escalada global e o compartilhamento de bens e serviços ultrapassam barreiras locais. O integrar, e o compartilhar já são os verbos do futuro, se não do presente.

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